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domingo, 1 de fevereiro de 2009

Festa da purificação da Bem-Aventurada Virgem Maria (02/02) - Meditationes ex operibus S. Thomae






"E depois que eles foram os dias da purificação de Maria, ao abrigo da lei de Moisés (cf. Lev 12, 2, e Ex 13, 2 e 25) levou a Jerusalém para apresentá-lo ao Senhor (Lc 2, 22)"





Neste Evangelho podemoos notar sete virtudes da Santíssima Virgem: a purificação na humildade, que ela não necessitava; o amor à pureza, nesta purificação sobreabundante; amor à obediência, segundo a lei, o respeito ao Filho ao leva-lo ao Templo: ele foi tomado; a devoção a lugares santos: Jerusalém, a ação de graças na oblação do Filho: para submissão ao Senhor, porque lhe oferecemos a ti, Senhor, que tens nos dado; e à pobreza na oblação: um par de pombas, que foi o sacrifício dos pobres.

Ao querer a Bem-aventurada Virgem ser purificada, sem necessidade, ele ensinou-nos como purifcarnos para nós, precisamos de você. Devemos nos purificar de oito modos, como pode coligir-se do texto:


1) Da mancha do pecado. "O Senhor purificou seus pecados (Eccli., XLVII, 13)".



2) O conhecimento, quanto a inteligência. "Puros de coração (I Tim I, 5)", ou seja, a compreensão, sem erro.



3) A afetividade, quanto ao amor. "Os que Invocam ao Senhor con a consciência pura (II Tim II, 22)".



4) No espírito, pela reta intenção. "Limpe o velho levedura (I Cor. V, 7)", que é a hipocrisia. "E cuidado com o fermento dos fariseus, que é hipocrisia (Lucas XII, 1)".



5) Na boca, quanto as palavras. "A palavra pura, como muito agradável, será aprovada (Prov. XV, 26)".



6) No mãos, quanto as ações. "Levantamento mãos puro (I Tim II, 8)".



7) Em todo o corpo, quanto ao modo de viver.



8) Nos bens, quanto a supressão das coisas supérfluas. "Todo sarmento que não dá fruto em mim, lhe removerei (Joan XV, 2)"











(Serm.)

(Pe. Mézard, O. P., Meditationes ex Operibus S. Thomae Depromptae. Trad. no castellano por Luís M. de Cádiz. Ed. Emecé, Buenos Aires, 1948).

domingo, 7 de dezembro de 2008

Na festividade da Imaculada Conceição - Meditationes ex operibus S. Thomae


Toda é formosa, amada minha, e mácula alguma há em ti (Cant IV, 7)

Maria esteve sempre imune de todo pecado.
1º) No instante de sua conceição. Pois se cre razoavelmente que gerou ao Unigênito do Pai, cheio de graça e de verdade, receberia maiores privilégios de graça que todos os outros. Pelo qual, como se lê em São Lucas (I, 28): "O anjo lhe disse: Deus te salve, cheia de graça". Sabemos, não obstante, que alguns outros foi concedido o privilégio de ser santificados no seio materno, como a Jeremias, al qual se diz (I, 5): "Ante que saístes do ventre materno, te santifiquei"; também a João Batista, do qual se há dito: "E será cheio do Espírito Santo, mesmo desde o ventre da sua mãe (Luc I, 15)".
Logo, para que recebesse mais, Maria devia não só ser santificada no seio materno, senão também preservada da culpa original.
Esta infusão da graça santificante não se verificou antes da animação, senão no primeiro instante da animação. Os fatos que tiveram lugar no Antigo Testamento são figura do Novo, conforme àquilo: "Todas estas coisas aconteciam a eles em figuras (I Cor X, 11)". Mas pela santificação do tabernáculo, do qual se diz: "Santificou seu tabernáculo o Altíssimo (Sal XLV, 5)", parece significar a santificação da Mãe de Deus, chamada tabernáculo de Deus conforme aquilo do Salmo (XVIII, 6): "Armou para o Sol um tabernáculo". Do tabernáculo se diz no Êxodo: "Depois que foram cumpridas todas estas coisas, cubriu uma nuvem o tabernáculo do testemunho, e encheu a glória do Senhor (Ex XL, 31-32)". Logo assim mesmo a Bem-Aventurada Virgem não recebeu a graça senão quando foram cumpridas todas suas coisas, a saber: Corpo e alma (quer dizer, no mesmo instante).

2º) Durante toda sua vida. Deus prepara e dispõe a quem elege para algo, de modo que se fazem idôneos para os que são elegidos: "Nos hão feitos ministros idôneos do Novo Testamento (II Cor III, 6)". Se pois, a Bem-Aventurada Virgem foi eleita por Deus para que fosse Mãe de Deus, não deve duvidar-se que Deus a fez idônea para isto por sua graça, segundo o que o anjo disse: "Há achado graça diante de Deus; eis que conceberás... (Lc I, 30)".
Não havia sido, se alguma vez houvesse pecado; já porque a honra dos pais redunda nos filhos, segundo aquilo: "Glória dos filhos são seus pais (Prov. XVII, 6)", e pelo contrário a ignomínia da mãe redundaria no filho; já também porque teve singular afinidade com Cristo , que recebeu dela sua carne. Se diz na 2ª carta aos Coríntios (VI, 15): "Que concórdia entre Cristo e Belial? O que tem em parte o fiel com o infiel?"
Já também, porque o Filho de Deus, que é a Sabedoria de Deus, habitou nela de modo singular, não somente em sua alma, senão também em seu seio. Mas se diz no Livro da Sabedoria (I, 4): "Por quanto na alma maligna não entrará a sabedoria, nem morará no corpo submetido a pecados"; por conseguinte, é preciso reconhecer que a Bem-Aventurada Virgem não cometeu pecado algum atual, nem mortal nem venial; para que assim se cumprisse nela o que se diz: "Toda é formosa, amada minha, e mácula alguma há em ti (Cant IV, 7)".
(Sum. Theol. 3ª, q. XXVII, a. IV)
Pe. Mézard O. P. - Meditationes ex operibus S. Thomae derromptae (trad. en castelhano por Luiz M. de Cádiz. Ed. Emecé, Buenos Aires, 1948)